Sua vida é uma mala


  Você algum dia já se pegou olhando para uma mala por horas sem saber o que colocar lá dentro? Queria levar seu casaco favorito, mas não cabia. Queria colocar seu urso, mas sabia que no acampamento seus amigos iriam rir de você, te chamar de criança. Queria levar um travesseiro confortável, mas ai teria que deixar para trás seu cobertor. Queria levar um livro de romance, mas sabia que iria precisar do livro de história mais tarde. Você já teve que fazer escolhas difíceis sobre o que levar na mala e no final das contas percebeu que esqueceu alguma coisa muito importante? Ou que fez as escolhas erradas? Acredito que a resposta seja sim. Agora uma pergunta que você pode achar engraçada e sem sentido, mas no final vai entender do que estou falando, você já parou pra pensar que sua vida é uma mala? Deixe-me explicar.
  Você tem um amigo que já pisou diversas vezes na bola com você, as vezes fala coisas que não te agradam, ele gosta de se sentir superior, mas mesmo assim você o perdoa todas as vezes que ele erra, releva seu mau humor e antipatia, porque acredita que aquela amizade vale a pena. Só que com o passar do tempo você percebe que aquele amigo ao invés de te ajudar nas horas difíceis, só te deixa mais pra baixo e que ao invés de te incentivar, ele desvaloriza seus sonhos, o que acontece? Aquela amizade que você escolheu colocar na mala começa a ficar cada vez mais pesada e te faz caminhar mais devagar, te atrasa, qual é a decisão certa? Simplesmente jogar fora, você não vai carregar com você algo que não tem nada a lhe acrescentar não é?
  Agora imagine que seus pais querem que você faça medicina, eles investiram nos seus estudos para que um dia você fosse um grande médico, no entanto do que você gosta mesmo é música, mas não quer revelar isso a eles porque acha que irá desapontá-los. Então você passa no vestibular de medicina, faz 6 anos de faculdade, se forma, e aos 30 anos você já não suporta carregar sua mala, ela é pesada demais e lhe trouxe problemas na coluna, sua escolha te deixou feliz? Não. Se tivesse escolhido por na sua mala o seu sonho e não o do seus pais não seria uma escolha mais sensata? Prolongaria sua vida e a sua felicidade.
  Sua vida é uma mala, você quem a carrega, as escolhas do que levar consigo são somente suas. Rancor, ódio, más influências, sonhos que não são seus, só irão te atrasar, vai chegar uma hora que a alça da mala irá arrebentar e para que isso não aconteça você precisa estipular suas prioridades e o que fará bem á você. É só isso que importa. E aí no final de tudo, você vai perceber que mesmo que a bagagem cresça a cada passo que você dá, o peso é suportável e irrelevante, porque você está carregando coisas importantes pra você, coisas que irão te permitir seguir em frente, seguir feliz.

Viciados em Séries - True Blood

  A série de hoje é uma que minha prima me indicou há um ano, nos primeiros episódios confesso que senti um medinho e até pensei em parar de assistir, mas depois de umas revelações me convenci de que eu deveria continuar, e foi uma ótima decisão.

                    True Blood

True Blood é uma série de televisão norte-americana, baseada na saga The Southern Vampire Mysteries da escritora Charlaine Harris. A série é focada na história de Sookie Stackhouse, uma garçonete que mora na pequena cidade de Bon Temps e levava uma vida razoavelmente normal (apesar de seus poderes psíquicos) até que um dia Bill Compton aparece. Sookie fica fascinada, pois sabe que diante de si está um vampiro e não é um vampiro qualquer, ele tem 173 anos! Como vampiros entre humanos?  Essa mudança, que aconteceu do dia para a noite, deve-se a cientistas japoneses, que criaram um sangue sintético, não é a mesma coisa que sangue humano, mas quebra o galho dos vampiros. O problema é que a ideia da dieta de sangue artificial, não agradou a todos..O legal dessa série é que ela não é previsível, não é o tipo de série que você olha pra um personagem e fala "Ah, esse ai vai ficar com a fulana no final" ou "Esse ai com certeza morre"
  Alguns episódios tem histórias sinistras, mas com o passar do tempo você se acostuma,ou quase isso.

  Descrita por Ball (o diretor) como "uma produção para pessoas inteligentes", "True Blood" é uma viagem intensa que vale a pena acompanhar do inicio ao fim.


Dica para facilitar sua vida

A dica hoje é de sites para assistir as séries ONLINE, se você não quer ocupar a memória do seu computador tem ótimos sites para assistir online.


  • Mega filmes HDhttp://megafilmeshd.net - Eles sempre atualizam as séries quando saem novos episódios e disponibilizam para a maioria das séries as opções de assistir dublado ou legendado.
  • Filmes online grátishttp://www.filmesonlinegratis.net - Eu assistia nesse site antes de conhecer o Mega Filmes HD a diferença entre eles é que o Filmes Online demora um pouco mais pra carregar.
  • Netflixhttp://www.netflix.com - Eu assinei Netflix e me arrependo, porque apesar de a qualidade do vídeo ser boa, as séries são bem desatualizadas, normalmente falta uma ou duas temporadas. O lado bom do Netflix é que dificilmente o vídeo trava e ele continua o episódio de onde você parou, mesmo que tenha interrompido a navegação do nada.
  • TV Séries HD - http://www.tvserieshd.net - É um site bem atualizado e completo, os vídeos são de boa qualidade, o único problema é que sempre abre muitas janelas de propaganda, as vezes interrompendo o episódio.

Viciados em Séries - Grey's Anatomy

  Há mais ou menos 3 anos eu entrei nessa vida de viciada em séries, começou com Two and a half men, e hoje eu já assisto quatro ou mais séries por vez. Eu não sou louca, é só que é frustrante demais ter que esperar o próximo episódio bombástico, por isso eu começo a acompanhar outras "histórias" para passar o tempo e no final eu me vejo viciada em diversos tipos de série, indo de comédia á terror.
 Decidi fazer uma #Tag aqui no blog só sobre esse assunto, onde vou falar das séries que assisto, quais sites são os melhores para acompanhar, twitter e aplicativos no celular.
  Para inaugurar a coluna com chave de ouro, vou falando da minha série favorita no momento:

 Grey's Anatomy

    Com 10 temporadas (até agora) Grey's Anatomy ganhou meu coração. Suspense, drama e com moderadas doses de humor essa com certeza é a série que conquista todo mundo desde o primeiro episódio. A trama gira em torno do hospital Seattle Grace envolvendo seus cirurgiões, médicos residentes e internos. Meredith, Cristina, Izzie, Geoge e Alex estão no seu 1º ano de internato e são internos/alunos da Dr. Miranda Bailey. Com o passar da série os cinco tornam-se amigos, companheiros de trabalho e da vida, se metem em grandes enrascadas e aprendem como a vida é irônica, por diversas vezes nos pregando peças. A questão é: eles irão resistir a pressão que é salvar vidas? Permanecerão fiéis uns aos outros? Quantos deles chegarão até o final?
   A série é cheia de reviravoltas, de decepções e alegrias e dou uma dica: cuidado com o casal que você torce que fique junto no final porque se depender da autora, Shonda Rimes, isso não vai acontecer.
  Shonda consegue fazer com que o interesse pela série permaneça da primeira até a última temporada (até porque os atores são de tirar o folego, já imaginou um hospital só com galãs? Então.. haha) sem nunca cair na mesmice Grey's Anatomy é o tipe de série que ninguém enjoa.
   A cada episódio uma lição é ensinada, vale a pena acompanhar!

Site: http://www.greysanatomybr.com
Twitter: https://twitter.com/greysbr
Dica para facilitar sua vida
  A primeira dica que vou dar é o melhor aplicativo que já encontrei sobre o assunto.
  TVShow Time
  Se você assiste uma, duas ou mais séries por vez e sempre se esquece em qual episódio de qual temporada está, ou não sabe quando lançará o próximo episódio ou até mesmo quantos episódios faltam para acabar a série, quer saber noticias atualizadas sobre a sua série favorita, assistir trailers.. esse com certeza é o melhor aplicativo para você! Para saber mais acesse: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.tozelabs.tvshowtime&hl=pt_BR 
  Disponível para Android e IOS.

   

   Ler ouvindo The Scientist

   Você foi a inspiração de muitos dos meus poemas que hoje estão guardados naquela caixa de velharias. Você foi o motivo das minhas noites de insônia. Você era o meu pedido a estrela cadente. Você era o meu sorriso tímido e também o caloroso. Era por sua causa que eu inventava aquelas piadas sem graça. Foi por você que eu andei quilômetros sem nem me importar qual era o destino final. Quando as coisas não estavam indo muito bem era por você que eu seguia em frente e foi por você que muitas vezes eu voltei atrás. O meu passado, presente e futuro pertenciam a você. Os meus beijos, abraços e cafunés eram seus. Você era o meu primeiro pensamento ao acordar e o último antes de dormir. Você era presença confirmada em todos meus sonhos. Foi por você que eu aprendi a jogar videogame e a gostar de futebol. Era por sua causa que as borboletas no estomago nunca iam embora. Só o seu beijo esquentava meu corpo todo. Só a sua fala no meu ouvido me causava aquele arrepio bom. Sua mão se encaixava perfeitamente na minha. Minha frase completava a sua. Era como se fossemos feitos um para o outro. Mas, sempre existe um mas...
   Você começou a se distanciar. Trocou nossos sábados de passeio no parque e filme embaixo das cobertas, pelas baladas e bebida. Você não me causava mais arrepios, nem sorrisos tímidos, muito menos calorosos. Eu deixei de acreditar em estrelas cadentes. Deixei de sonhar e nem sabia mais o que queria do meu futuro. Enquanto você.. Bem, você dizia que via um futuro, mas eu não eu estava presente nele.
   As noites de insônia continuaram, dessa vez o motivo era que eu não conseguia entender o que havia acontecido com o "Felizes para sempre" ou o "Eu te amo além do infinito". O que aconteceu com as mãos que se entrelaçavam perfeitamente e agora nem se tocam mais? O que aconteceu com os olhares de ternura que hoje se desconhecem? O que aconteceu com a gente?
   Passei muito tempo tentando entender. Eu nunca havia pensado em desistir de você, mas desisti, desisti de nós e de tudo que uma vez cheguei a acreditar. Tomamos rumos diferentes e vez ou outra nos cruzávamos em uma rua qualquer, de um bairro qualquer. Eu pensei em voltar, mas quando olhei pra trás percebi que dessa vez eu não seguiria em frente por você, eu seguiria em frente por mim. Isso bastava, pelo menos naquele momento era o que bastava.

Você tirou a música de mim


 Ler ouvindo: Demons

 Era minha música preferida, ela começava tão suave e calma quanto o mar em dias de maré baixa, sempre que eu precisava me desligar da realidade era só coloca-la pra tocar e tudo ficava bem, eu me sentia mais leve. Passei a associa-la ao sentimento que eu tinha por você, era tão bom no começo, tão sereno, era como estar em casa, a vontade para libertar-me e despir-me.
  Aos poucos as batidas começavam a ressoar mais fortes, era revigorante senti-las, e eu me entregava a dança sem medo, apenas fazendo parte de toda aquela energia. Me surpreendo ao perceber que nós dois acompanhávamos aquele mesmo ritmo calmo, depois agitado e viciante. Era como se você fosse a harmonia e eu a melodia.
  E então era hora do ápice, corpos entrelaçados dançando juntos, a vida lá fora deixando de existir por alguns instantes, porque aquele era o momento, o momento de fazer com que cada partícula de nós, cada gotícula de suor se transformasse em música, mas não uma música qualquer, era a nossa composição, você era meu e eu era sua, nada mais importava, somente as notas que ritmavam nosso sentimento.
  A música voltou a sua passada suave, e nós começávamos tudo de novo. Eu nunca fui muito paciente, mas por você eu apertei o replay diversas vezes.
  Um dia você chegou andando pesado, e eu comecei a ficar receosa, pois aquele tom eu ainda não conhecia, e meu instinto me dizia que canções novas eram difíceis de aprender, uma vez que você não conhece a nota.
  Você começou a falar e eu finalmente estava caindo na real, os replay's que para mim sempre foram uma nova forma de apreciar a obra, não se aplicava a você. Em poucos acordes você me mostrou que já estava enjoado daquela melodia. Eu argumentei, dizendo que poderíamos mudar, quem sabe fazer um arranjo diferente. De nada adiantou. Você se foi e levou consigo uma parte minha, a parte que amava aquela música. Chegou a hora da última estrofe e eu já não suportava mais nem sequer um "dó" as batidas me deixavam enlouquecida.
  Você tirou a música de mim, e eu que antes era a estrela, não sirvo nem pra segunda voz.

Sweet Lorraine - Um amor de 75 anos que dura até hoje.

  No final de 2013 uma amiga me pediu que assistisse um vídeo com o nome de Sweet Lorraine, dizendo que era uma história de amor americana. Eu procurei o vídeo, e assisti, me emocionei muito (como a romântica chorona que sou). Hoje, alguns meses depois, eu estava pensando em escrever algo relacionado a amor aqui no Blog, e que história representaria mais o amor do que uma que resistiu até a morte? Todos prontos? Mantenham os lenços por perto.
  Fred Stobaugh conheceu Lorraine no ano de 1938, os dois eram jovens, Fred tinha 21 anos e Lorraine 16, ele era piloto e ela garçonete. Dois anos depois do primeiro olhar, casaram-se.


  Tiveram uma típica vida de um casal, construíram sua casa, e viveram bons anos juntos. Mais tarde vieram as duas filhas, e depois netos e bisnetos.



  Infelizmente um dia a vida prega uma peça em nós, e não há como fugirmos disso. Lorraine faleceu aos 91 anos, no dia 23 de Abril de 2013. Um mês após seu falecimento, Fred resolve escrever uma música em sua homenagem, para participar de um concurso no estúdio Green Shoes. Uma das regras do concurso era postar um vídeo cantando sua música no youtube, porém Fred fez diferente, assista:

 

  Achei um cover maravilhoso da música:



  "Oh Sweet Lorraine" é a  prova de que o amor resiste a tudo. Podem existir poucos Fred's no mundo, mas a questão é que por mais que você diga que o "Para Sempre" não existe, ele existe sim, o de Fred e Lorraine durou 75 anos e mesmo depois de ela não estar mais presente na vida dele em corpo, ela está em alma, melhor dizendo, em AMOR. 
  O que eu quero dizer é que as pessoas hoje transformaram o "eu te amo" em uma banalidade, três palavras ditas da boca pra fora, sem sentimento algum. Se todos nós tivéssemos um pouco da sinceridade, da pureza e do amor que esse casal tem, já estaríamos em um mundo melhor. 
  Eu admiro essa história, e assim como eu, você não deveria deixar de procurar o seu Fred, ou a sua Lorraine. 

“Doce Lorraine, eu gostaria que pudéssemos viver os bons tempos de novo / Doce Lorraine, a vida acontece só uma vez, nunca de novo”

  

E se hoje fosse seu último dia?


  Um dia meu professor de artes do ensino médio pediu para que a turma fizesse uma poesia em cima da música "If Today Your Last Day" até então eu nunca havia escutado, comecei a pesquisar, e quando assisti ao vídeo me emocionei, pois ali continha a minha maior duvida e o meu maior medo "E se hoje fosse seu último dia?" passei horas pensando, até me esqueci da poesia. 
  A música começa com a seguinte frase "Meu melhor amigo me deu o melhor conselho, ele disse: Cada dia é um presente e não um direito adquirido." Qual é a sua reação quando recebe um presente? Provavelmente alegria, curiosidade enquanto abre o pacote e depois o agradecimento. 
  E então eu me fiz a pergunta: Eu encaro meus dias como um presente? E fiquei decepcionada quando percebi qual era a resposta. Não. Eu não vivia intensamente, eu não ficava alegre com as pequenas coisas, eu não sentia curiosidade em saber quais seriam as emoções do dia, e eu não agradecia no final  por continuar viva. Decidi mudar e hoje me vejo muito mais feliz do que era antes, hoje agradeço por cada segundo em que tenho a oportunidade de viver, mesmo que você não tenha uma religião, agradeça, pois você não está aqui sem um motivo, algo está reservado pra você. 
  Outra frase que me chamou a atenção foi "Deixe seus medos pra trás, e tente ir pelo caminho menos viajado, o primeiro passo que você dá é o mais longo deles." Poucas palavras, e uma verdade incontestável. Eu sempre tive medo, medo dos meus sentimentos, medo de arriscar, medo de que as coisas dessem errado se eu tentasse. Me obriguei a mudar, escolhi caminhos até então desconhecidos, e realmente o primeiro passo foi o mais longo, o mais difícil, mas depois.. Depois veio o sentimento de "Eu consegui, eu sou capaz." e não tem nada mais grandioso do que saber que você pode conquistar tudo o que você sonhar, basta correr atrás e esquecer seus medos.
  "Se hoje fosse seu último dia, se amanhã fosse tarde demais, você poderia dizer adeus para o ontem? Você viveria cada momento como se fosse o último? Deixaria velhas fotos no passado? Doaria cada centavo que você tivesse? Ligaria pra todos os seus velhos amigos que você nunca vê? Lembraria-se de velhas memórias? Perdoaria seus inimigos? Você encontraria aquele com que você está sonhando, jurando de pés juntos ao Deus lá de cima que você vai se apaixonar?" 
  Cada frase citada nessa estrofe pode ser feita hoje, e não no seu último dia, entenda isso. Não deixe as coisas para amanhã, o amanhã pode não chegar. Se puder doar dinheiro doe,  e se não puder doe amor. Ligue pros seus amigos e familiares eles precisam saber que são importantes pra você. Perdoe seus inimigos, nada é tão grave que não possa ser perdoado, e o ódio machuca mais a você do que a eles. Permita-se apaixonar-se, as feridas do coração são cicatrizadas com novas alegrias, com um carinho sincero, e um "eu te amo" verdadeiro, tudo ficará bem.
  E pra finalizar: Então viva, porque você nunca viverá duas vezes.

O que eu aprendi com o livro "Destrua este Diário."

Lido em: Março de 2014
Título: Destrua este diário
Autores: Keri Smith
Editora: Intrinseca
Gênero: Literatura Juvenil
Ano: 2013
Páginas: 224

Avaliação:✩ 
Sinopse: ‘Wreck This Journal’ é um livro ilustrado que contém uma perturbadora coleção de tarefas que pedem aos leitores que juntem suas melhores habilidades em erros e bagunças para completar as páginas do livro (ou destruí-las). Através de uma série de criativas e ilustradas tarefas, Keri Smith quer encorajar seus leitores em atos “destrutivos” – deixando buracos em páginas, adicionando fotos e estragando-as, manchando páginas com café, pintando fora das linhas e mais – com o objetivo de experimentar o verdadeiro processo criativo. Através da sensibilidade de Keri, leitores são introduzidos a uma nova maneira de fazer arte, descobrindo maneiras de escapar do medo de páginas em branco e entrando completamente no processo criativo.

Devo confessar que comprei o livro por mero capricho, só porque era "modinha" e muitas pessoas estavam comentando e postando fotos de suas páginas destruídas.
Eu dei risada ao abri-lo e me deparar com esse anúncio: 

  Afinal, qual seria o conteúdo do livro que me faria ver "destruição criativa em tudo" e enxergar a vida de uma outra forma? Eu precisava começar a destruí-lo para entender. 
  O objetivo era destruir as páginas e postar aqui para todos verem como ficaram, mas cada vez que eu lia um enunciado do livro, dizendo o que eu precisava fazer, eu não via só diversão, eu entendia que ali a autora estava querendo me ensinar algo e ao contrário do que muitos dizem, de que este não é um livro, é sim, e vou lhes mostrar o porquê.
  A primeira coisa que eu tive que fazer, foi algo que eu jamais teria cogitado antes, ou seja, estragar o livro de alguma forma. Muitas enunciados pediam pra arrancar a página e: fazer uma bola de papel, rasgar, mastigar.. 
E eu tentava entender, qual era o propósito de tudo aquilo, até que eu cheguei a está página: 
"Aceite a perda" essa frase me fez refletir muito, naquela hora eu parei, e comecei a pensar em todas as pessoas que já perdi e jamais aceitei, em todas as vezes que eu chorei dizendo que queria poder voltar no tempo para mudar, que aquilo não era justo. Quantas vezes você já passou por isso? Quantas vezes você não aceitou a perda? Quantas vezes você não quis se desfazer de algo só porque lembrava alguém? Foi então que eu entendi, a autora mostrou de uma forma diferente, que é difícil perder, mas tudo se torna mais fácil, quando você aceita a perda.
Próxima lição:
Uma pessoa normal arrancaria a página mais decorada do livro, a que mais gostasse e daria sem pensar, apenas faria o que está escrito ali, no entanto, não foi o que eu fiz.. Eu fiquei por um bom tempo olhando aquele balãozinho preto. O que ele estava querendo me dizer? O que é que eu tenho, que é valioso pra mim, mas eu tenho medo ou receio de dar aos outros? E eu respondi pra mim mesma em voz alta: Amor.
Não amor próprio, esse é essencial que permaneça comigo, mas amor ao próximo. Eu tenho um bloqueio, devido a experiências que me machucaram muito, eu acredito que toda e qualquer pessoa a quem eu oferecer amor, fará o mesmo que os outros fizeram, vai me magoar e me deixar as traças, em cacos. Mas eu percebi que além de superar as perdas, devemos superar os medos, e se não nos permitimos amar de novo, ou seja, entregar nossa "página favorita" para alguém, jamais conseguiremos ser felizes de verdade, tudo será superficial e sem sentido. Resolvi que quando eu encontrar alguém que queira dar sua página favorita para mim, arrancarei a minha e lhe darei também.
Próxima lição:
  Olhando assim, não tem muito o que se pensar sobre está frase não é? Agora, imagine você arrancando está página, para coloca-la no bolso terá que dobra-la, lavar e depois de seca tentar colar ela de volta no livro, em qual estado ela vai estar quando você tentar fazer isso? Ela será a mesma página de antes? Com certeza não. O que eu estou querendo dizer, você já vai entender.. 
  Eu gostei por muito tempo de um garoto, pra mim ele era a pessoa mais incrível que eu já havia conhecido, no entanto, aconteceram algumas divergências, nós não pensávamos da mesma forma, resumindo, o nosso relacionamento não durou muito tempo. Eu aceitei o rompimento e virei a página, mas ao virar eu rasguei ela sem querer, resolvi guarda-la no bolso para colar mais tarde, o dia passou e eu esqueci que ela estava em meu bolso, coloquei a calça para lavar, depois de seca eu guardei ela em meu armário, não usei a calça por um bom tempo, a página não estava fazendo falta também. Um dia eu estava arrumando meu quarto, e no fundo do meu armário encontrei a calça e ao encontra-la achei a página no bolso, uma onda de sentimentos me tomou, lembranças vieram a minha cabeça, ah como eu queria aquela folha de novo em meu livro. Será que seria possível colar? Grampear? Passar uma fita quem sabe? Foi o que eu tentei fazer. Até que não havia ficado tão ruim, mas estava estranho, ela já não era a mesma de um tempo atrás, ela já não parecia fazer parte do meu livro, da minha vida. Arranquei-a novamente, pois eu entendi que tem certas coisas que não tem concerto, que simplesmente são momentos que não voltam mais, que são passado e 
no passado devem permanecer. 
  Além destas páginas que mostrei aqui, existem muitas outras, que nos fazem explorar nosso lado criativo, que nos fazem pensar sobre a vida e o modo como a vivemos.
 Agora você que chegou até o final do post, entende porque "Destrua este diário" é um livro, além de obrigar-nos a usar a imaginação, ele nos ensina lições, 
lições das quais é difícil esquecer.

“Felizes daqueles que encontram nas palavras seu refúgio...”

  Eu tinha 6 anos quando aprendi a ler e a escrever, Deus abençoe essa pessoa que me ensinou, pois foi graças a ela, que hoje posso colocar no papel todas as minhas frustrações, é graças a essa pessoa, que posso fugir do mundo simplesmente lendo um livro.
  É engraçado como conseguimos viajar para diversas dimensões, sem sair do lugar. Lendo eu já visitei os seis continentes, já conheci a lua, as estrelas e outras vidas. Lendo eu aprendi a amar, eu descobri o que é perdão, eu conheci o desconhecido, eu vi além do infinito.
  Tento entender como existem pessoas que não conseguem tomar gosto pela leitura, é tão bom saber que ao abrir a primeira página de um livro seus problemas deixarão de existir por alguns instantes, que será só você e um mundo inteiro em suas mãos.
  A mesma coisa o hábito de escrever, é incrível como conseguimos amenizar nossas dores, simplesmente colocando-as no papel. É como uma terapia, simples e super eficaz. 
Há algum tempo a paixão pela leitura fez com que eu desenvolvesse um hobby: Colecionar livros. E aqui mostro para vocês alguns dos meus amores, primeiros dos muitos que ainda pretendo ter.


Livros que estão na foto e outros que não couberam aqui:

Os Instrumentos Mortais (Cassandra Clare) - Cidade dos Ossos
                                                                      Cidade das Cinzas
                                                                      Cidade de Vidro
                                                                      Cidade dos Anjos Caídos
A Hospedeira (Stephenie Meyer)
Morte Súbita (J. K. Rowling)
A menina que Roubava Livros (Markus Zusak)
Poderosa; Poderosa 2; Poderosa 3 (Sérgio Klein)
Água para Elefantes (Sara Cruen)
A outra face (Sidney Sheldon)
Se houver amanhã (Sidney Sheldon)
Nada dura para sempre (Sidney Sheldon)
O céu está caindo (Sidney Sheldon)
O Lado Bom da Vida (Quick Matthew)
Ladrão de Almas (Alma Katsu)
Capitães da Areia (Jorge Amado)
Harry Potter e o Cálice de Fogo (J. K. Rowling)
Saga Crepúsculo (Stephenie Meye) - Lua Nova
                                                          Eclipse
                                                          Amanhecer
                                                          A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
A última música (Nicholas Sparks)
Uma curva na estrada (Nicholas Sparks)
Um homem de sorte (Nicholas Sparks)
Porto Seguro (Nicholas Sparks)
Amor de Verão (Nora Roberts)
Destrua este diário (Keri Smith)
Gente como a gente (Judith Guest)

O Lado Bom da Vida

  Olá! Meu nome é Marlana Zanatta, tenho 17 anos e moro no Rio de Janeiro. 
Dei este título ao meu primeiro post, pois há alguns dias eu li um livro chamado "O lado bom da vida - Quick Matthew" presente de uma amiga de Manoel Ribas - PR. 
  O livro conta a história de um homem chamado Pat (lê-se Pét), que acaba de sair de uma clinica psiquiátrica e não consegue se lembrar do que aconteceu nos últimos 5 anos. Apesar de ter uma vida conturbada, Pat sempre mantém em mente que tudo tem seu lado bom, que é preciso sempre ser otimista, olhar o lado bom da vida. Portanto, aqui faço uma sinopse do filme que é minha vida, descrevendo-a pelos olhos de Pat
  Nasci em São Miguel do Oeste, uma cidade do oeste catarinense, que tem aproximadamente 40 mil habitantes - apesar de ser uma cidade pequena é um ótimo lugar para se viver
  Logo após meu nascimento, meus pais voltaram para São Paulo e lá morei com eles até os 3 anos, que foi quando eles se separaram - infelizmente Pat nessa parte vou te desapontar, pois não vejo um lado bom nisso. 
  Aos 4 anos fui morar com meus avós maternos na minha cidade natal, pois minha mãe trabalhava e não tinha como me cuidar - conheci pessoas extraordinárias que até hoje são minhas amigas, criei vínculos e talvez o maior ganho tenha sido o Amor que recebi da minha avó, que me criou e cuidou como uma filha, via minha mãe duas vezes por ano, não era muito, mas ela me amava de longe e sempre pensou no melhor pra mim, o que já era o bastante naquelas circunstâncias. 
  Aos 9 anos, finalmente recebo a ligação que tanto esperava, minha mãe pedindo que eu fosse morar com ela, chegando em São Paulo, conheço meu padrasto e descubro que minha mãe estava grávida, não foi fácil de aceitar - hoje minha irmã tem 7 anos e foi o melhor presente que Deus me deu. 
  Quando eu tinha 13 anos nos mudamos para Santa Catarina (novamente), tive que me despedir de muitas pessoas das quais eu sinto muita saudade - mas se isso não tivesse acontecido eu não teria descoberto meu primeiro amor, não teria feito novas amizades, não teria vivido tantas experiências, se eu não tivesse me mudado naquela época, não seria quem eu sou hoje. Aos 15 anos depois de 10 anos sem ver meu pai, finalmente o reencontro, e o ressentimento acaba, a vida continua.. 
  Descobri que minha mãe estava grávida mais uma vez, e isso significou um pouco mais de responsabilidade sobre meus ombros - o segundo anjo da minha vida estava para vir, hoje com 1 ano e 11 meses, a Bianca é o segundo melhor presente que a vida me deu
Então, agora tenho 17 anos, estou longe da minha família (que está em Santa Catarina), estou longe das minhas amadas irmãs - estou construindo meu futuro, estou realizando meus sonhos
  Passei em Biblioteconomia na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e este é só o primeiro passo. A gente aprende para viver, a gente vive para aprender. E eu estou aprendendo cada dia mais, vivendo O Lado Bom da Vida.